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O que os países mais felizes do mundo têm em comum? O papel do sistema de governo na qualidade de vida

  • Foto do escritor: Marcelo Freitas
    Marcelo Freitas
  • 20 de mar.
  • 2 min de leitura

Pelo oitavo ano consecutivo, a Finlândia foi eleita o país mais feliz do mundo, de acordo com o relatório anual sobre felicidade apoiado pela ONU. E não é surpresa que os demais países nórdicos – Dinamarca, Islândia e Suécia – também estejam no topo do ranking. Mas o que essas nações têm em comum além de paisagens deslumbrantes e invernos rigorosos? O sistema de governo tem papel decisivo na felicidade de sua população?



Bandeira da Filândia
Bandeira da Filândia


Democracia forte e proteção social


Os países nórdicos possuem democracias consolidadas, eleições livres e baixos índices de corrupção, fatores que contribuem diretamente para o bem-estar da população. Além disso, seus governos adotam um modelo de estado de bem-estar social robusto, que garante acesso universal à saúde, educação de qualidade, segurança e amparo em situações de desemprego.


Licenças maternidade e paternidade generosas, incentivos ao equilíbrio entre trabalho e vida pessoal e forte investimento em infraestrutura social são marcas registradas desses países. Com isso, a população sente que tem um suporte real do governo, o que gera menos ansiedade financeira e maior satisfação com a vida.


O caso dos EUA: Uma queda notável


Enquanto os países do norte europeu seguem no topo, os Estados Unidos despencaram para a 24ª posição, seu pior desempenho desde que o relatório começou a ser publicado. Entre os fatores que explicam essa queda estão o aumento das chamadas “mortes por desespero” – suicídios e fatalidades relacionadas ao abuso de substâncias –, além da crescente solidão, com cada vez mais americanos fazendo refeições sozinhos.


Diferente dos países nórdicos, os EUA não oferecem um sistema de bem-estar social amplo. A saúde é cara, a desigualdade social é acentuada e o suporte governamental em situações de crise é limitado. Isso reforça um sentimento de insegurança e estresse na população.


América latina no radar


Na América Latina, Costa Rica e México surpreenderam, ocupando a sexta e a décima posição no ranking. Apesar de não possuírem os mesmos níveis de proteção social dos países nórdicos, esses países se destacam pela forte cultura comunitária, laços familiares e uma visão mais otimista da vida, fatores que também impactam diretamente a felicidade.


O Governo realmente faz diferença?


A resposta é sim. O modelo de governo pode afetar diretamente a qualidade de vida e a percepção de felicidade da população. Sistemas que garantem suporte social, promovem igualdade e reduzem a incerteza financeira tendem a gerar cidadãos mais satisfeitos. No entanto, fatores culturais, como senso de comunidade e generosidade, também desempenham um papel importante.


Se há algo a aprender com os líderes do ranking, é que um governo eficiente, transparente e preocupado com o bem-estar de sua população não é um luxo – é um caminho comprovado para uma sociedade mais feliz.

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